Ecos do Golpe

A partir de perspectivas teóricas e políticas diversas, os artigos aqui reunidos refletem sobre a permanência de instituições em nome das quais foi dado o golpe de 1964: o latifúndio, o sistema financeiro, as grandes corporações capitalistas, o aparato jurídico, o sistema político, o patrimonialismo, o poderoso instrumento comunicacional forjado pela ditadura, o sistema educacional voltado para o mercado e que nada favorece o pensamento crítico. Como observam alguns autores dessa coletânea, esses ecos do golpe na vida brasileira têm a ver com o fato de que o processo de “transição democrática” tenha se dado, como em outros momentos da história do país, “pelo alto”, sob o controle dos grupos que estiveram no poder durante a ditadura. O fato de até hoje não termos conseguido acertar as contas com o terrorismo de Estado, como ocorreu em outros países da América Latina, talvez seja a expressão mais visível da persistência daquelas velhas tradições.
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