Um pobre homem

No centenário de nascimento de Dyonelio Machado (1895-1995), a reedição do volume de contos Um pobre homem mostra que, já em sua estreia na ficção, o escritor gaúcho dominava sua arte com maestria e desenvoltura.
A exemplo do que faria em seus romances mais aclamados, Os ratos e O louco do Cati, Um pobre homem lança luz sobre trajetórias humanas à margem da riqueza e do sucesso. São pequenos dramas que revelam a fragilidade do homem e de suas ambições diante da vastidão e dureza do mundo.
Saudado por Mário de Andrade, Érico Veríssimo e João Guimarães Rosa como um dos grandes narradores de nossa literatura, Dyonelio Machado foi também médico e militante político. Preso duas vezes durante o Estado Novo, ficou ao todo dois anos na cadeia. Em 1946, elegeu-se deputado pelo Partido Comunista que abandonaria anos depois. Um pobre homem é uma agradável e segura introdução à sua obra literária, que em catorze livros inclui romances, contos, ensaios e memórias.
CONTOS:
O velho Sanches;
Um caso de bonecas;
Execução;
Ronda das gotas;
Reunião em família;
Caso singular;
Melancolia;
O Sr. Ferreira;
Velha história;
Ele estava triste…;
Um “sarilho” e certa imagem feliz;
História de um intendente;
Nitucha;
A chaga;
Crônica mundana;
Um pobre homem.
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