Três Autos:

da alma; da barca do inferno; de Mofina Mendes

Gil Vicente


VICENTE, Gil
Coleção: , nº 7
Categoria: Literatura Geral
Temáticas: ,
Prateleira:
Editora: Ediouro
Cidade: Rio de Janeiro
Formato: Brochura
Edição:
Nº de páginas: 237
Idioma: Português
Ano: 1997
ISBN 10: 8500112611

Gil Vicente (1465-1536) é considerado pelos estudiosos o fundador do teatro literário em língua portuguesa. Antes dele, na Idade Média, só houve incipientes representações religiosas ou festivas. Por sua proximidade com a corte lusitana, o dramaturgo pôde satirizar os costumes da nobreza e do clero de sua época. Mesmo assim, muitos de seus textos foram mutilados pela censura da Inquisição, e ainda hoje encontram-se incompletos.

Escreveu uma vasta obra composta de peças de caráter religioso (os “autos”), comédias, farsas e tragicomédias. Entre as primeiras, que são quase sempre alegorias sobre o conflito entre a virtude e a dissipação moral, a mais célebre é o Auto da Barca do Inferno (1517). Escrita em redondilha maior (verso de sete sílabas), a peça mostra diversos mortos recentes que se dividem entre duas barcas: uma, conduzida por um Anjo, vai ao Paraíso; a outra, conduzida pelo Diabo, vai ao Inferno. Um frade, um fidalgo, um corregedor, um agiota e uma alcoviteira estão entre os que têm sua conduta julgada para saber em que barca viajarão.

O teatro de Gil Vicente representa uma transição entre a rígida religiosidade medieval, em que Deus é o centro de tudo, e o humanismo do Renascimento. Em peças como o Auto da Alma (1518) e o Auto de Mofina Mendes (1515), encontram-se em permanente tensão as paixões terrenas e a espiritualidade cristã.

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