O Trabalho Escravo no Rio Grande do Sul

O Trabalho Escravo no Rio Grande do Sul
O trabalho escravo no Rio Grande do Sul surgiu de uma tentativa de equacionar a participação da mão-de-obra na construção civil ao longo do lmpério. O método adotado foi o de levantar os pequenos anúncios nos jornais disponíveis daquele período. Com a participação de diversos estudantes foi feito um cuidadoso levantamento de cerca de 15.000 pequenos anúncios cujo conteúdo extravasava limitações inicialmente propostas.
Feito o levantamento, sentiu-se a necessidade de quantificar a participação do contingente escravo na constituição da população com o fim de avaliar a dinâmica de sua evolução. Desta forma foi possível analisar a evolução percentual dos diversos segmentos étnicos e, por esta via, foi possível provar a inconsistência da tese de que foram os imigrantes os causadores do “branqueamento” da população do Estado.
A análise dos anúncios levantados levou a uma completa revisão dos preconceitos existentes na historiografia oficial a respeito do contingente cativo. Os primeiros jornais (anteriores à Guerra dos Farrapos) demonstraram que os escravos eram altamente especializados, situação que foi se degradando rapidamente até a época da abolição, quando o sistema já havia entrado em colapso, de modo que o decreto da Princesa Isabel foi apenas um ato político, que chegou com quatro anos de atraso em relação ao Rio Grande do Sul.
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