Cemitério de elefantes:

contos

Dalton Trevisan


TREVISAN, Dalton
Coleção: , nº 78
Categoria: Literatura Geral
Temáticas: ,
Prateleira:
Editora: Civilização Brasileira
Cidade: Rio de Janeiro
Formato: Brochura
Edição:
Nº de páginas: 103
Idioma: Português
Ano: 1975
Ano do original: 1964

Cemitério de elefantes, publicado originalmente em 1964, é o livro que consolidou Dalton Trevisan como um dos maiores escritores do Brasil. Depois de uma calorosa recepção na estreia, com o livro Novelas nada exemplares, de 1959, crítica e leitores se renderam de vez aos contos minimalistas e ao olhar atento do escritor curitibano. Não por acaso, pois alguns dos melhores momentos do autor estão neste livro. É o caso de “Uma vela para Dario”, que virou um clássico do repertório daltoniano, ao escancarar a crueldade do ser humano em uma situação-limite.

A derrocada do homem, rural e urbano, é retratada em contos poderosíssimos, nos quais Trevisan destila os temas que o consagraram: traição (“À margem do rio”), ciúme (“Caso de desquite”), abuso (“Questão de família”), violência doméstica (“Ao nascer do dia”), patriarcado (“O primo”), prostituição (“Dinorá, moça do prazer”) e ainda todo tipo de sentimento que costuma alimentar a “guerra conjugal”, como tão bem definiu o próprio autor em outro livro célebre. Há ainda, claro, os bêbados da beira do rio, no conto-título, um retrato impiedoso das chagas da metrópole.

Mas esses contos seriam apenas histórias comuns, ouvidas “atrás da porta”, não fosse a genial linguagem criada e lapidada à exaustão pelo autor – quando as elipses falam mais do que páginas e páginas de enredo.

Assim, Cemitério de elefantes se tornou um capítulo importante do imenso romance sobre a vida privada que Dalton Trevisan vem escrevendo há décadas e que cravou definitivamente seu nome entre os maiores autores de nossa literatura. (extraído de Amazon)

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