Facundo:

civilização e barbárie no pampa argentino

Domingo Faustino Sarmiento


SARMIENTO, Domingo Faustino
Coleção: , nº 3
Categoria: Literatura Geral
Temáticas: , ,
Prateleira:
Editora: UFRGS; EDIPUCRS
Cidade: Porto Alegre
Formato: Brochura
Edição:
Nº de páginas: 313
Idioma: Português
Ano: 1996
ISBN 13: 9788570254054
ISBN 10: 8570254059
Ano do original: 1845

Ao ler este livro, o leitor saberá que se encontra diante de uma obra escrita em 1845, publicada em fascículos de jornal, e destinada confessadamente pelo autor – Domingo Faustino Sarmiento, político liberal e faturo presidente da Argentina – a derrubar do poder 0 “tirano” Juan Manuel de Rosas.

Facundo – obra clássica da literatura hispano-americana e do Romantismo argentino – não é um romance, nem uma biografia, nem uma reportagem, nem um ensaio, mas tem de tudo isso um pouco. É um labiríntico espelho no qual Sarmiento tratou de refletir sua época; e em cujo estilhaçamento aprisiona o leitor. Seu pretexto é contar a vida do caudilho Juan Facundo Quiroga, cuja atuação pública foi relativamente breve – de 1820 a 1845 -, mas coincidiu com um dos mais densos e complexos períodos da história argentina etapa fundamental para a configuração do país, porque caracterizado pela luta sem trégua entre unitários e federais, entre cidade e campanha, entre doutores e caudilhos – que Sarmiento consagrou na oposição entre civilização e barbárie.

Esta tradução, a primeira que se faz para o português, depois de 150 anos da publicação da obra, pretende oferecer ao leitor um Facundo fiel à imaginação e ao sonho de Sarmiento. Aparece em edição
crítica cujo objetivo é ajudar a decifrar e interpretar esse Facundo, para que ele assome, agora, tão velho como sempre mas tão novo como nunca, a nos dizer até como somos nós.

O leitor saberá com certeza recompor na quimera de Facundo os estilhaços do multifacetado espelho de Sarmiento. E enfim nós, os brasileiros, que sabemos pouco de nós mesmos e nada dos outros, talvez tenhamos a oportunidade de encontrar na recomposição desse palpitante e polêmico espelho a nossa própria cara; ou de fazer uma boa e profunda reflexão sobre ela.

Aldyr G. Schlee

Tradução e capítulo introdutório de Aldyr Garcia Schlee.

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