Eurico, o Presbítero

Eurico, o Presbítero
Alexandre Herculano (1810-1877) é o fundador do romance histórico em Portugal. Autodidata, sua presença nas lutas políticas pelo liberalismo foi intensa como a de Almeida Garrett. Eles são os principais representantes da primeira geração do Romantismo no país.
Polemista, forte defensor do direito individual e da coragem de discordar, a vocação de historiador medievalista rendeu-lhe as obras de ficção mais consagradas. Eurico, o Presbítero, escrito em 1843 e publicado em 1844, ambienta-se no período da invasão da Espanha visigótica pelos sarracenos de Tárique (711 d.C.) e enfoca a conseqüente queda do Império Godo.
Sendo um dos textos que compõem “O Monasticon”, que tratava dos conflitos relacionados com o sacerdócio, Eurico, o Presbítero tematiza, dentre outras coisas, a sublimação do amor profano no divino e a insubmissão/inadequação dos sentimentos humanos à rigidez da disciplina da Igreja.
Este romance, que o próprio autor dizia não saber se era crônica-poema ou poema épico em prosa sobre uma época, meio histórica, meio lendária, alcançou grande aceitação do público — especialmente o feminino. Nele encontramos os principais clichês ultra-românticos: o amor impossível, a morte e a loucura por amor, a divisão do homem entre as leis dos desejos pessoais e as leis sociais etc.
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