A Vida Verdadeira de Domingos Xavier

A Vida Verdadeira de Domingos Xavier
A realidade impõe-se ao leitor: a resistência ao colonialismo, a organização do movimento que depois levaria à Independência, surgem da narração da vida de Domingos Xavier, que ganha sentido no âmbito de uma totalidade humana e social. Ele encarna o nacionalismo angolano ante a chaga do colonialismo.
Escrito em 1961, essa denúncia contra o colonialismo ainda é atual, pois o fenômeno perdura nas situações coloniais vigentes. Domingos Xavier foi um herói do povo angolano, que sobrevive na linguagem vigorosa e ritmada de Luandino Vieira. Da situação real surge uma nova vida para o farrista Xico Kafundanga, ao aceitar as novas responsabilidades, a convite do Mussunda; mas a vida continua “porque a nossa alegria é grande”.
Luandino Vieira denuncia a política de assimilação das autoridades coloniais, que buscava sustar o nacionalismo angolano. Domingos Xavier morre ante os maus tratos sofridos, mas não declina o nome do engenheiro branco das obras. Seus irmãos continuam a viver e a lutar pela libertação.
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