Ilhéu de Contenda

Ilhéu de Contenda
O casinhoto afronta o orgulho do sobrado que soçobra, levando consigo os derradeiros membros da aristocracia cabo-verdiana.
Ilhéu de Contenda, o sobrado, constitui o símbolo da organização tradicional nas ilhas de Cabo Verde que se encaminham para a independência. Ilhéu de Contenda atrai o leitor que, ao avançar na trama romanesca, vai se emaranhando nas linhas mestras da estrutura social, nas suas rupturas e choques, colorida pela memória do Autor que, a cada instante, recria o ambiente e o meio onde passou a sua juventude.
Neste retrato da fase final do domínio colonial português, vemos o mulato e o negro que começam a entrar na família do branco, como que em consequência da falta de interesse do colonizador por uma terra que perdeu o papel que tivera no passado. A falta de trabalho e as secas expulsam o ilhéu que se vê obrigado a tentar a sorte em Angola e São Tomé, onde enfrenta as piores condições de vida.
O Autor, utilizando-se da figura progressista do doutor Vicente Spencer, de suas falas, permite ao leitor inferir o amadurecimento e a ruptura que se anunciavam na reta final do processo de independência.
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