Chiquinho

Chiquinho
As recordações da infância têm inspirado vários escritores africanos, resultando por vezes em
grandes livros, como Chiquinho, de Baltasar Lopes. Através da trajetória do menino Chiquinho, o Autor constrói um romance “descolonizado”, na feliz expressão de Alfredo Margarido, em que estão praticamente ausentes as personagens portuguesas.
“Somos cabo-verdianos”, escreve Baltasar Lopes no prefácio a uma obra de outro importante escritor de Cabo Verde: Manuel Ferreira. De Caleijão, sua terra natal, ao seminário de São Nicolau e dali para o liceu em São Vicente, retornando, anos mais tarde, à ilha-mãe, cruelmente castigada pela seca e pela fome, Chiquinho cresce, amando sua terra e sua gente, descobrindo-se e descobrindo a vida.
A luta do homem pela sobrevivência em meio à natureza inóspita, onde o mar surge como possibilidade – ainda que dolorosa – de evasão e esperança, é mostrada em toda a sua grandeza em Chiquinho, um livro profundamente humano e que, na opinião de Manuel Ferreira, pode ser comparado aos romances de José Lins do Rego, Jorge Amado e Graciliano Ramos.
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