A formação da classe operária no Brasil

A formação da classe operária no Brasil
As relações capitalistas de trabalho começam a se configurar no Brasil somente a partir da segunda metade do séc. XIX. A desagregação do trabalho escravo e o aparecimento das primeiras indústrias abrem espaços para a vinda dos excedentes de mão-de-obra europeus e para o capital estrangeiro. Lentamente, o país vai assumindo uma nova face, moderna e capitalista, em substituição à anterior, arcaica e pré-capitalista, num processo de transformação que, em determinadas regiões, se prolonga até os dias de hoje.Com a mudança nas relações de trabalho, surge a classe operária, a burguesia define seus contornos e a pirâmide social reordena-se: duas novas classes passam a ocupar o cenário nacional.
Em que pese a sua importância neste processo de transformação, os estudos que enfocam a participação da classe operária têm sido, até agora, pouco numerosos. Somente nas últimas décadas, mais precisamente a partir dos anos 70, é que a história operária começa a receber um maior destaque. A formação da classe operária no Brasil insere-se neste esforço de compreensão sobre a constituição, condição e atuação política do proletariado.
Abrangendo um largo período de tempo, este livro analisa e debate as primeiras lutas contra as condições de vida e de trabalho adversas, a mediação do Estado nas relações de trabalho, os movimentos reivindicatórios e, por último, a recente estruturação das centrais sindicais. Um ensaio em que a densidade de informações e a objetividade da análise são corroboradas pela linguagem simples e clara.
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